Quinta-feira, 28 de Outubro de 2004

Depoimento 14 : A força e a coragem das mulheres

«Estive a consultar o blog na net e pareceu-me ser bastante interessante e elucidativo, pelo que resolvi deixar aqui o meu testemunho.
Meu nome é Susana e tenho 28 anos, sou portadora do ví­rus HVC e estou a fazer o tratamento com Interferon e Ribavirina desde 09/01/2004, ao fim de 5 meses de tratamento negativei o vírus mas ainda estarei em tratamento até o final de Dezembro.
Foi complicado assumir a doença , tive de alterar alguns aspectos na minha vida, passei a descansar muito mais e tive de ter força para superar a barreira psicológica que no meu caso foi o pior.Tive muito apoio de amigos, colegas, pais etc e tal ....Todos foram excelentes e fizeram-me esquecer as dores nas articulações, a injeção semanal, os comprimidos, o cansaço extremo e a tristeza.
Consegui superar tudo isto e falta-me um 1 mês para tudo isto terminar, sei que nada voltará a ser o mesmo, mas estou curada e consegui fazer tudo o que tinha em mente, tal como terminar a licenciatura, e manter-me no activo, felizmente não estive de baixa.
Gostaria de poder ajudar no que for preciso e caso necessite de mais detalhes sobre o meu tratamento eu estou 100% disponí­vel.
Desejo a todos os infectados muita força e coragem, não sofram sozinhos é bem pior...Eu assumi e ainda aqui ando de cabeça erguida, esta doença é uma doença igual a tantas outras!

Cumprimentos
Susana Rufino»

MEU COMENTÀRIO : Um belo e corajoso depoimento. Espero que a cura seja sustentada, que termines a licenciatura e que a tua vida siga em frente. Tens a sorte de ter bons amigos e uma família que te ama ! Força !
Val Neto
publicado por ValNeto às 23:45

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6 comentários:
De Anónimo a 1 de Novembro de 2004 às 20:10
Oi!
Esta nota é para o Victor,mas segundo li, no que toca á biópsia ficou bem esclarecido. No meu caso particular a biópsia não custou nada.Quanto ao tratamento apesar das dores nas articulações, moleza, e por vezes mau estar eu estou a aguentar!Quanto mais me refugiava e ficava em casa pior era para mim, resolvi com ajuda de amigos tentar "esquecer" o tratamento e levar uma vida dentro do normal.As coisas mudaram pois a minha atitude também mudou,a nossa postura perante a vida e a doença faz a diferença,acredita!Revoltar-nos contra o mundo não adianta pois estamos a lidar com algo bem real que nos consome lentamente!

Força e um grande abraço a todos :)
susana
</a>
(mailto:srufino76@netcabo.pt)
De Anónimo a 31 de Outubro de 2004 às 01:30
Oiiii, passei por aqui para te dar uma boa nova: TOu Gravida e a minha feliciade e tanta que tenho de contar a toda gente
Bjaooguida
(http://amrrm.blogs.sapo.pt)
(mailto:guida_mr@sapo.pt)
De Anónimo a 29 de Outubro de 2004 às 19:13
Nuno: Podes te alongar o quanto quiser. O seu contributo para o Blog tem sido de extrema importancia e desde já agradeço publicamente o teu empenho e dedicação, assim como a de todos que com seus comentários, depoimentos, conhecimentos, etc... têm dado uma grande dinâmica a esse blog que afinal é de todos nós. A união faz a força!Val Neto
(http://www.valneto.com)
(mailto:valneto@netcabo.pt)
De Anónimo a 29 de Outubro de 2004 às 18:54
Parabens Susana e estas na recta final e que esse resultado se repita após o tratamento, levar o tratamento e a licenciatura ao mesmo tempo é obra mesmo.

Já agora para o vitor e já agora fica para os outros que posam vir a necessitar de um esclarecimento sobre biopsia para já a minha não custou nada a dorzinha que senti (pois odeio agulhas)pensava que era a agulha a entrar mas quando olhei já ca ela estava fora.
Depois tive umas dores e estive imovel de proposito pois hemorragias internas não obrigado quanto as dores seguintes aguentam-se bem no dia seguinte ainda sentes uma ligueira dor mas nada que não passe no 2 dia depois e quanto a esforços cuidado.
Agora fica umas dicas retiradas da net por um amigo meu Paulo Cesar(grande lutador do outro lado do oceano que apos 2 tratamento e agora mais um de um ano e 3 meses de terapia de manutenção para estabelizar a cirrose o resultado foi que o figado regrediu em danos causados pelo virus) de um forum não sei onde ele foi sacar isto mas aqui fica:

Biópsia Hepática

1. O QUE É UMA BIÓPSIA HEPÁTICA OU BIÓPSIA DE FÍGADO

Biopsia de fígado ou biópsia hepática é um procedimento por meio do qual se retira um pequeno fragmento de tecido hepático, que será examinado sob microscópio de forma a identificar as causas ou analisar o estágio de evolução
de uma doença hepática.

2. QUAIS SÃO OS DIFERENTES MÉTODOS UTILIZADOS PARA A BIÓPSIA HEPÁTICA?

O método mais comum é o método percutâneo ou transparietal, onde a retirada da amostra do tecido hepático é feita através de uma agulha especial, que é inserida por poucos segundos na área determinada. Isto deve ser feito num
hospital, e o paciente é mandado para casa apos três a seis horas se não houver complicações(lá fazem assim cá ficas 24 horas no hospital). O médico determina a melhor posição, profundidade e localização da punção por meio do exame físico ou com o auxílio da ultra-sonografia. Normalmente utiliza-se algum sedativo, a pele e a região sob a pele são anestesiadas, e a agulha então penetra rapidamente na área determinada, saindo em poucos segundos. Mais da metade dos indivíduos não sente
qualquer dor após o procedimento, enquanto a outra metade pode sentir algum desconforto, em geral caracterizado por leve dor localizada, que pode se estender até o ombro direito e/ou pescoço. Pequena dificuldade ou dor ao respirar fundo por alguns momentos também é comum. A maior ou menor chance de haver dor se relaciona, entre outros fatores, à presença de alterações na
coagulação sangüínea, alterações anatômicas próprias de algumas doenças (atrofia
de um ou outro lobo, presença de cirrose, etc.) ou presença de ascite (“água na barriga”).

Outros métodos possíveis são: laparoscopia, transjugular e “a céu aberto”. Com a laparoscopia, sob anestesia geral, um instrumento iluminado (câmera) é inserido através de um pequeno corte (± 1,2 cm) na parede abdominal, junto ao umbigo. Os órgãos internos são afastados da parede abdominal com o gás carbônico, que é
introduzido no abdomen. Uma segunda incisão (0,5 cm) permite a introdução de outro instrumento, que será utilizado para afastar outras estruturas que não o fígado, ajudar a “escolher” o melhor local para a punção, e permitir a conexão do bisturi elétrico, de forma a conter qualquer sangramento. A punção, idealmente, é feita exatamente nos mesmos moldes que foram acima descritos, com a única diferença que sob visão direta e com absoluto controle do sangramento.
Os pacientes que fazem este procedimento podem deixar o hospital algumas horas mais tarde, embora se tenha como hábito a alta no dia seguinte.

A técnica transjugular é utilizada por um radiologista intervencionista, e tem
indicações bastante especificas. Por exemplo, quando o paciente apresenta grave
distúrbio de coagulação e grande quantidade de líquido (ascite) no abdomen. Com
este procedimento, um pequeno tubo é inserido na veia jugular, no pescoço, que é
radiologicamente guiado até uma veia hepática, que sai do fígado.

Uma longa agulha é, então, inserida através deste tubo e dirigida até o fígado para se obter uma amostra do tecido. O pedaço de fígado é retirado perfurando-se a veia de dentro do fígado em direção ao meio do órgão. Não há sangramento? Há,
mas sangra para dentro da veia!

Por último, a biopsia pode ser feita quando o paciente estiver passando por cirurgia ou, excepcionalmente, seu abdomen pode ser aberto com o propósito exclusivo de se realizar a biópsia. É indicação de exceção.

3. QUANDO A BIÓPSIA SE FAZ NECESSÁRIA?

A biopsia do fígado é indicada para diagnosticar a causa da doença crônica do fígado, bem como para estadiar (verificar o grau de evolução) tais doenças. Pode ser também utilizada para diagnosticar tumores no fígado vistos em exames por métodos de imagem. Em muitos casos,
suspeita-se de doença hepática de causa especifica, baseada em exames de sangue.
Mas a biópsia não somente confirma o diagnóstico, mas também determina o volume de danos causados ao fígado. A biópsia é freqüentemente utilizada após transplantes para determinar a causa de exames elevados, permitindo não somente
determinar se existe rejeição do órgão transplantado e graduar sua gravidade,
mas também diferenciar rejeição de várias outras causas de alteração de exames nesses pacientes.

4. QUAIS SÃO OS RISCOS DA BIÓPSIA DO FÍGADO?

O risco mais comum é o sangramento que ocorre a partir do local onde a agulha
foi inserida no fígado. É claro que algum sangramento, ainda que mínimo, ocorre
sempre, tal como quando sofremos pequenos ferimentos. Mas é, em geral, um
sangramento auto-limitado, isto é, que deve parar em poucos segundos ou minutos
e não tem maior conseqüência. O risco de um sangramento de maior magnitude está,
em geral, diretamente relacionado à doença hepática. O sangramento pode, em
alguns casos, persistir por mais tempo, sendo que isso ocorre em menos de 1% dos
pacientes. Outras complicações possíveis são a punção de outros órgãos, tais
como o rim, o pulmão ou o cólon. Também pode ocorrer punção da vesícula biliar,
o que pode causar vazamento de bile dentro da cavidade abdominal. A presença do
sangue (em casos de sangramentos maiores) ou de bile (no caso da punção da
vesícula) na cavidade abdominal gera um quadro clínico de peritonite, onde a dor
é intensa. Ainda assim, felizmente, na maioria dos
casos, é possível o controle clínico da situação. A dor pode ser controlada com
analgésicos potentes e sedativos, e o vazamento de bile, em geral, se limita a
uma mínima quantidade. Outras complicações, ainda mais raras, não serão citadas.

Ainda que raramente, pode ser necessária uma cirurgia para corrigir um
sangramento eventualmente descontrolado. Nos casos em que fígado exiba algum
grau de atrofia de um dos lobos, nos casos em que exista líquido livre na
cavidade abdominal (ascite), e quando haja distúrbios da coagulação, esse risco
é seguramente maior, e deve ser pesado frente às alternativas disponíveis
(laparoscopia?) pelo médico responsável.

O risco de morte em conseqüência de uma biópsia de fígado é inferior a 1 caso em
cada 5 mil biópsias

5. É NECESSÁRIO SE REPETIR AS BIÓPSIAS DO FÍGADO?

Na maior parte dos casos, a biópsia e feita somente uma vez para confirmar a
suspeita do diagnóstico de uma doença hepática crônica. Deve ser repetida se
houver mudanças de condições clinicas, ou para verificar se determinado tratamento utilizado está surtindo os efeitos desejados. Pacientes que se submeteram a transplante de fígado requerem biópsias com certa freqüência nas semanas ou meses seguintes ao transplante para possibilitar um diagnóstico diferencial entre rejeição e outras complicações no órgão transplantado.

6. QUAIS AS ORIENTAÇÕES QUE DEVO SEGUIR ANTES E DEPOIS DE FAZER UMA BIÓPSIA HEPÁTICA?

Em primeiro lugar, as orientações devem emanar do médico responsável. Ele é quem sabe em detalhes qual sua doença, particularidades anatômicas, alterações laboratoriais, etc. Como regra geral, ao contrário da maioria dos grupos, não recomendamos o jejum absoluto. Este deve ser guardado apenas em casos especiais, onde a probabilidade de sangramento com eventual necessidade de intervenção com anestesia geral seja maior. O jejum absoluto, mormente em portadores de doença parenquimatosa avançada (hepatites crônicas/cirroses), quando associado a
situações de “stress” como a própria biópsia, pode determinar o esgotamento das reservas de glicogênio, predispondo a quadros de hipoglicemia. Por esse motivo,também como regra geral, insistimos que o paciente se alimente antes de deixar o hospital.

O tempo de repouso e observação na instituição hospitalar deve ser de, no mínimo, 4 horas.

Em casa, recomenda-se não praticar esforço físico intenso por cerca de 1 semana.
Deve-se evitar carregar peso superior a 5-7 Kg, dirigir automóveis e atividade
sexual por 5 dias, atividade esportiva por 10 dias, e esforço anaeróbico extremo
(trocar pneu do automóvel, musculação, halterofilismo) por 15 dias.

Interpretação de exames e conclusão diagnóstica são atos médicos, que dependem da análise conjunta de dados clínicos e de exames subsidiários, devendo, assim, ser realizadas por um médico.

O material básico necessário consta de campo estéril, anestésico local, bisturi e agulha de biópsia. Preferimos agulha "de corte" (ao invés de aspiração), pois fornece fragmento mais íntegro e propício para análise.

A ultrassonografia pode ser utilizada para demarcação do local mais adequado e
seguro para a biópsia. O local é, então, tratado com solução antissética e
coberto com campo estéril.

Anestesia local é aplicada no local previamente demarcado.
Após pequena abertura da pele com bisturi, a agulha é então introduzida. Com uma
manobra específica, consegue-se retirar um fragmento do fígado em fração de
segundos.

O fragmento retirado está pronto para ser colocado no fixador e então ser enviado para exame anatomopatológico.

P.s.
Mais uma vez desculpem o tamanho do texto Nuno
</a>
(mailto:Godnh@hotmail.com)
De Anónimo a 29 de Outubro de 2004 às 01:26
Olá Vitor !
O teu e-mail será respondido por mim em breve. A biópsia é rápida e praticamente indolor, mas por precaução tens que ficar no Hospital por 12 ou 24 hs. Não tenha receios, vai correr tudo bem ! Estamos a torcer por ti !Val Neto
(http://www.valneto.com)
(mailto:valneto@netcabo.pt)
De Anónimo a 29 de Outubro de 2004 às 00:55
Parabéns Susana:)É bom ler coisas boas no meio de tanta tristeza...incluindo a minha...
Como foste infectada? Sabes qual o genotipo?
Que medicaçao estas a fazer?Estou prestes a fazer uma biopsia.Custa muito?
Se me puderes elucidar ias ajudar-me imenso a nivel psicologico.
Muitas felicidades e força para todos!
Vitor costaVitor
</a>
(mailto:titus91@hotmail.com)

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