Sexta-feira, 6 de Agosto de 2004

MITOS, MENTIRAS E DESINFORMAÇÃO NA HEPATITE C ( Brasil )

Recebi hoje um e-mail do Grupo Otimismo ( Brasil ) e passo a transcrevê-lo :


«Em geral nunca divulgamos e-mails que recebemos dos portadores, porém, o envio do texto sobre os mitos na
hepatite C ocasionou uma avalanche de depoimentos e relatos, alguns de deixar o cabelo em pé tamanha a ignorância
do profissional ao comunicar o diagnostico ao paciente.

Estou reproduzindo, retirando qualquer referência, parte do texto de dois relatos recebidos, simplesmente para
ilustrar o que acontece. Espero que isto ajude para reflectir durante o final de semana e que já nos próximos
congressos médicos sejam incluídas apresentações sobre a forma de se comunicar o diagnóstico ou informações sobre
a doença. Medidas correctivas devem ser tomadas para evitar situações que podem ser trágicas.

Vejam os exemplos:

RELATO 1:

Hoje estou com 26 anos, descobri que tinha hepatite C no pré-natal, estava com aproximadamente 3 meses, meu
ginecologista não sabia como agir e me encaminhou a um infectologista, este, MUITÍSSIMO MAL INFORMADO, me disse
que estava tudo bem e que eu voltasse lá depois do nascimento do bebé, saí despreocupada, mas ao sair o
infectologista ligou para o meu ginecologista e disse que era necessário fazer um aborto pois se a gravidez
continuasse nós dois morreríamos ... eu não poderia saber disto, nem da gravidade do meu estado pois o nervosismo
faria com que eu perdesse o bebé, assim quem teve que tomar esta decisão foi meu marido.

Graças a Deus ele foi atrás de outros profissionais e resolveu "arriscar", hoje estamos as duas muito bem, minha
filha já tem dois anos e eu estou em minha segunda gravidez, depois que a bebé nasceu fiquei sabendo de todos
estes detalhes, os quais me assustaram bastante, mas com um impacto menor, uma vez que fiquei sabendo desta
história com minha filha nos braços ... minha filha nem sequer tem o vírus, com a graça de Deus, e queriam que
ela nem nascesse ...

O médico que me acompanha actualmente me disse que muita coisa que foi pedida para eu fazer na outra gravidez foi
desnecessária, por exemplo ficar os últimos três meses da gravidez de cama.



RELATO 2:

Para o senhor ter uma ideia, um dia com 22 anos, entrei em um consultório e quando falei para o médico que tinha
a hepatite c ele me respondeu que conhecia a doença pois sua mãe havia falecido
decorrente ao vírus, saí de lá e quase mandei fazer meu caixão, pode haver tanta insensibilidade »

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
www:hepato.com

Meu comentário

Essas situações passaram-se no Brasil. Sei entretanto que em Portugal há também alguma desinformação na classe médica. Trata-se de um assunto que merece ser debatido.

publicado por ValNeto às 13:26

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2 comentários:
De Anónimo a 7 de Agosto de 2004 às 18:43
Um belo trabalho sobre a doença. Parabéns e força para continuar em frente.FM
(http://touqenemposso.blogs.sapo.pt)
(mailto:as140305@sapo.pt)
De Anónimo a 6 de Agosto de 2004 às 14:38
Que as pessoas em geral desconheçam a doença, ainda é compreensível. Mas na classe médica é lamentável. Os médicos deviam fazer actualizações constantes dos seus conhecimentos (a dita formação ao longo da vida). Tinha ideia que todos a faziam. Os profissionais de todas as áreas têm que se actualizar, os profissionais de saúde têm a responsabilidade acrescida de terem nas suas mãos a vida de outras pessoas!!Montellano
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(mailto:s_montellano@hotmail.com)

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