Quarta-feira, 21 de Julho de 2004

QUANDO REALIZAR OS TESTES NECESSÁRIOS NA HEPATITE C?

Fonte : Grupo Otimismo - Brasil - www.hepato.com

São tantos os testes que são solicitados a um infectado com o vírus da hepatite
C que a maioria dos pacientes fica totalmente perdido no meio de um emaranhado
de resultados, difíceis de interpretar, e, em alguns casos, recebendo poucas
explicações por parte dos médicos.

Vamos falar dos principais, dos mais importantes em relação a confirmação da
doença, aqueles directamente relacionados para se determinar se a infecção se
encontra presente e que ajudam a tomar a decisão sobre o quadro do paciente e a
sua necessidade, ou não, de iniciar o tratamento.

Estes testes tem uma sequência lógica e a necessidade de realizar um deles,
muitas vezes depende do resultado encontrado num exame anterior. O paciente
deve ser "paciente", não deve ficar ansioso, querendo fazer tudo de uma vez. Deixe seu
médico decidir o momento oportuno para solicitar cada um deles.

A porta de entrada na hepatite C é ter um resultado positivo num teste de
anticorpos que tem o nome de ANTI-HCV. Este exame mostra que em algum momento
da nossa vida tivemos um contato com o vírus da hepatite C. Porém, possuir
anticorpos de um vírus não significa que estejamos doentes. A infecção pode ter
acontecido no passado e podemos estar curados (no caso da hepatite C, cerca de 20% dos infectados desenvolvem anticorpos que eliminam a doença). Quando uma doença infecciosa é curada, os anticorpos, que não afectam o organismo, permanecem pelo resto da vida em nosso sangue.

Porém, as pessoas que estão padecendo de uma doença viral também apresentam um
resultado positivo no exame de anticorpos, assim, sempre é necessário confirmar
este resultado, para saber se realmente a infecção persiste no organismo. Para
isto será realizado um segundo exame chamado PCR/RNA/HCV QUALITATIVO. Este
exame, quando POSITIVO confirma que o paciente está realmente com uma infecção
activa pelo vírus da hepatite C. A infecção foi confirmada e este paciente
precisa de cuidados ou acompanhamento médico especializado. Se o resultado for
NEGATIVO indica que o paciente já erradicou o vírus. Por precaução, todos os
exames negativos no PCR devem ser re-confirmados mais uma vez, aproximadamente
seis meses após o primeiro resultado.

Após o PCR QUALITATIVO com resultado POSITIVO a maioria dos médicos vai
solicitar a realização de uma BIOPSIA do fígado. Este exame é de fundamental
importância para se determinar o verdadeiro estado do paciente. A biopsia,
quando examinada por um patologista competente mostra exactamente qual o estado
do fígado do paciente e fornece dados fundamentais para o médico discutir com o
paciente qual deverá ser a estratégia a ser seguida. Pessoalmente recomendo
que o paciente ao receber o resultado do exame de biopsia exija a entrega da
‘lâmina’ e que a guarde com muito carinho. Isto porque a avaliação de uma
biopsia é complicada. Existem diversas escalas que os patologistas usam, sendo
que a maioria não podem ser comparadas, e ainda, em muitos casos, existe a
observação subjectiva do patologista. Então, guarde o laudo e a lâmina em seu
poder, para que futuramente a mesma possa ser comparada por um outro
patologista ou por um médico experiente. Ter o resultado de duas biopsias,
realizadas num espaço de quatro anos entre elas, pode ajudar muitíssimo para se
avaliar qual é a progressão da doença num individuo. Daí a importância de ter
as lâminas em seu poder para serem avaliadas pelo mesmo patologista nesta
ocasião. É um direito do paciente a entrega da lâmina.

Chegando a este ponto e ficando demonstrada a necessidade de tratamento em
função do dano hepático mostrado pela biopsia, será realizada a chamada
GENOTIPAGEM do vírus, o último dos exames antes de iniciar o tratamento, com o
qual se determina o tempo de tratamento e a dosagem de ribavirina a ser
empregue. Não existem maiores diferenças entre os diversos genótipos no
referente a maior agressividade dos tipos de vírus. A diferença fundamental
entre os diferentes genótipos e a resposta ao tratamento e a duração do mesmo.

Existe também o PCR/RNA/HCV QUANTITATIVO também conhecido como CARGA VIRAL.
Este é um exame desnecessário na fase de acompanhamento do paciente. O que
realmente interessa é o resultado do PCR QUALITATIVO, ou seja, se saber se
realmente o vírus se encontra no organismo. A CARGA VIRAL é utilizada para
avaliar pacientes que recebem a indicação de tratamento com o Interferon
peguilado. É realizado um teste de CARGA VIRAL antes do tratamento e outro na
semana 12, e, com estes resultados, pode se determinar se o paciente deve
continuar o tratamento ou interromper o mesmo por ser um não respondedor. A
CARGA VIRAL não tem nenhuma relação com o dano hepático existente ou com a
agressividade do vírus, sendo útil somente no acompanhamento e na resposta ao
tratamento.

Inúmeros outros exames serão solicitados pelo seu médico, necessários para
avaliar seu estado clínico e detectar prováveis restrições aos medicamentos ou
a detecção de complicações originadas pela infecção ou por consequência dela.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo



publicado por ValNeto às 18:03

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