Sexta-feira, 16 de Julho de 2004

Primeiro Inquérito Nacional Sobre Hepatite C

«Apesar de a grande maioria dos inquiridos (95%) afirmar ter conhecimento sobre a hepatite C, 60 por cento acreditam, erradamente, tratar-se de uma doença aguda e 34 por cento indicam a vacina como medida de prevenção, quando não existe vacina para esta infecção.

Estes são alguns dos resultados do inquérito nacional sobre Hepatite C, que foram apresentados no dia 3 de Outubro de 2002, pelo Presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, Prof. Carneiro de Moura.

“Trata-se de um inquérito de grande interesse, uma vez que foi a primeira vez que se fez um inquérito deste tipo em Portugal e, numa altura em que se fala de novos tratamentos para a hepatite C, é bom termos dados nacionais, para nos ajudar a definir os nossos grupos alvo e quais os aspectos em que é preciso insistir mais”.

De acordo com Carneiro de Moura, “o conhecimento sobre a hepatite C pode considerar-se, de uma forma geral, satisfatório, sendo, no entanto, de salientar que cerca de 60 por cento não sabem que se trata de uma doença crónica, que 34 por cento indicam a vacina como medida de prevenção e que 88 por cento não sabem qual é o tratamento para a doença”.

Actualmente, a hepatite C afecta cerca de 150 mil portugueses, mas calcula-se que na próxima década este número possa triplicar ou mesmo quadriplicar. A Hepatite C é uma infecção crónica que pode evoluir para formas graves de doença hepática (cirrose e tumor do fígado). É hoje a principal causa de transplante do fígado. »


publicado por ValNeto às 18:33

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4 comentários:
De Anónimo a 2 de Agosto de 2004 às 17:03
Faltou um comentário à questão do transplante.

O transplante não representa a cura, pois o vírus está no sangue e não sómente no fígado. O Transplante só é recomendado quando o paciente descobre a doença já em fase adiantada e o fígado já apresenta danos irreversíveis. O novo fígado prolongará a vida do paciente e possibilitará eventualmente que ele submeta-se ao tratamento, podendo então chegar à cura.Val Neto
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(mailto:valneto@netcabo.pt)
De Anónimo a 2 de Agosto de 2004 às 16:59
Cerca de 25% dos infectados não desenvolvem nenhum tipo de doença e a eliminam de forma natural. No restante, o virus vai provocar uma inflamação no fígado que depois evoluirá para uma fibrose, depois para uma cirrose e finalmente para um cancro no fígado. A complexidade da doença entretanto é que cada ser humano reage de forma diferenciada. Não há portanto prazos para essa "evolução". Pode demorar até 30 anos, segundo se sabe. Por este e outros motivos é que recomendo sempre a consulta a médicos especialistas ( hepatologistas ou gastroenterologistas ) de preferência com grande experiencia no tratamento de outros pacientes.

Com relação a transplantes, não é fácil pois há filas de espera de pacientes a aguardar orgãos. Posso informar entretanto que a maioria dos pacientes em espera é composta por portadores da hepatite C.

O transplante entretanto é um ultimo recurso, pois já existe tratamento e possibilidade de cura para a hepatite C.Val Neto
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(mailto:valneto@netcabo.pt)
De Anónimo a 2 de Agosto de 2004 às 13:53
Gostava de saber que percentagem das infecções evolui para cirrose e tumor do fígado, e se é simples fazer um transplante de fígado (disponibilidade dos transplantes e questões de compatibilidade).
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(mailto:)
De Anónimo a 19 de Julho de 2004 às 11:12
Palavras para que??
Está aqui um autentico site de informação sobre a doença.
Muitos parabéns por te teres lembrado de fazer um blogg como este, que como já te disseram é muito importante na blogosfera!!
O teu blogg já está nos favoritos, assim fico a aprender sempre mais.
Para ti só tenho a dizer: FORÇA, VAIS CONSEGUIR e felicidades. :))netboy
(http://netboy14.blogs.sapo.pt)
(mailto:navegante_espacial@hotmail.com)

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